É difícil o fim. O escrever de tantas linhas para a decepção do último parágrafo da história. O apostar de tantas fichas para o jogo sem sorte na mesa. O abrir de tantos sentimentos para a porta fechada do coração. Ele acontece, é inevitável e nem a força de mil e um elefantes pode impedi-lo. Tira um pedaço de nós, nos deixa um punhado de pó e cria feridas que há muito não apareciam no pulsar do peito. É uma pane, é um defeito, é um parafuso fora do lugar que faz tudo em volta desmontar. Tem gosto de fel, resquício de mel e uma saudade sem fim. Mas vem pro bem, vem pro elevar. Pro crescer, pro novo olhar. Pro amadurecer, pro então amar. É a possibilidade, é a substituição, é a lembrança do velho no nosso coração… É o acordar. E que acordemos todas as vezes em que a dor nos enfeitiçar. E que superemos todas as vezes em que a lágrima nos derrubar. Que sejamos fortes, que sejamos firmes, que sejamos pássaro. E que saibamos a hora certa de voar.
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